Juliana Ribeiro canta histórias do Brasil na Caravana ESPA

Juliana Ribeiro canta histórias do Brasil na Caravana ESPA
16 de junho de 2015 juliana

Era noite de quarta-feira, a cantora baiana Juliana Ribeiro subiu ao palco da Caravana, em Rio das Flores (RJ), acompanhada da banda De Boa para cantar músicas do seu último CD, Amarelo.
Mas a participação de Juliana envolve também questões educativas e sociais. Ela conta histórias reais de um Brasil popular e tradicional e, ao mesmo tempo, atual através da música. No palco, vestida de vermelho, ao som de vozes e ruídos inconfundíveis de uma feira livre, Juliana começa com a canção autoral “Lição de Vida”. A letra conta através de um samba a rotina da mãe lavadeira, o pai pescador e a criança que vendia beijú na feira, doce de origem indígena a base de farinha de mandioca, popular na cozinha nordestina. Com os trocados conquistados pelo trabalho, o personagem cantado na música consegue se formar e ser bacharel.
Coincidência ou não, Juliana Ribeiro nasceu nas proximidades de Tapuã na Bahia, lugar famoso pelas canções de Vinnicius de Moraes e Dorival Caymmi, e se formou em história, pela Universidade de Campinas. “A história entrou na minha vida, na minha música, e segue até hoje”, conta Juliana Ribeira em entrevista para o programa Caravana do Era noite de quarta-feira, a cantora baiana Juliana Ribeiro subiu ao palco da Caravana, em Rio das Flores (RJ), acompanhada da banda De Boa para cantar músicas do seu último CD, Amarelo.
Mas a participação de Juliana envolve também questões educativas e sociais. Ela conta histórias reais de um Brasil popular e tradicional e, ao mesmo tempo, atual através da música. No palco, vestida de vermelho, ao som de vozes e ruídos inconfundíveis de uma feira livre, Juliana começa com a canção autoral “Lição de Vida”. A letra conta através de um samba a rotina da mãe lavadeira, o pai pescador e a criança que vendia beijú na feira, doce de origem indígena a base de farinha de mandioca, popular na cozinha nordestina. Com os trocados conquistados pelo trabalho, o personagem cantado na música consegue se formar e ser bacharel.
Coincidência ou não, Juliana Ribeiro nasceu nas proximidades de Tapuã na Bahia, lugar famoso pelas canções de Vinnicius de Moraes e Dorival Caymmi, e se formou em história, pela Universidade de Campinas. “A história entrou na minha vida, na minha música, e segue até hoje”, conta Juliana Ribeira em entrevista para o programa Caravana do Esporte da ESPN.

Mais tarde a cantora se tornou mestre em cultura pela Universidade Federal da Bahia, quando também se aprofundou nas matrizes do samba e experimentou ritmos como o jongo, lundu, maxixe, entre outros.
De volta a noite do espetáculo da Caravana em Rio das Flores, onde Juliana Ribeiro dividiu o palco também com o cantor e compositor Ivan Lins, ela canta a música “Isto é bom”, de Xisto Bahia. “Isso é bom, isso é bom , isso é bom que dói, ai dói dói dói, as cadeira me dói dói dói”. O batuque daquela música, com suas raízes no ritmo africano lundu, é um retrato da Bahia de hoje, porém a letra foi escrita em 1880. “Para além do tempo, a música quando ela é boa, ela é atemporal”, explica Juliana Ribeiro sobre a escolha de regravar uma canção de Xisto Bahia para o CD Amarelo.

A cantora também defende o direito do ensino da música e da arte dentro das escolas. “ Através desse conhecimento podemos influenciar diretamente na formação de jovens e crianças como transformadores sociais e não como espectadores”, conta Juliana Ribeiro.

Da sala de aula para o palco, a cantora baiana se despede da Caravana cantando a música de Leci Brandão, “Zé do Caroço”, aquele que “bota a boca no mundo/ que faz um discurso profundo/ e quer ver o bem da favela”.

Assista aos melhores momentos da participação da cantora: