Preta Brasileira

Aos 20 anos de carreira, a artista, compositora e historiadora homenageia a mulher contemporânea através de canções autorais, sambas e composições de Gerônimo, Riachão, Roque Ferreira, gravadas pela primeira vez
Canções inéditas de grandes nomes nacionais, como Roque Ferreira, foram compostas especialmente para o álbum, é o caso de “Lindomar”, uma chula corrida, e “Mulher: Pessoa que Fala”, com arranjo de piano e acordeon e as participações luxuosas de Fernando Marinho e Cicinho de Assis. Do seu “padrinho musical” Riachão, vem “Panela no Fogo”, que ganha arranjo com tubas e claves de  maracatú; e “Bela Oxum” (de Gerônimo Santana, Lapa e Vevé Calazans ), um presente para a cantora, no meio da sua gravidez. Destaque para o clássico da MPB, “Carcará” (João do Vale e José Cândido), que traz claves cubanas e uma releitura social do show  Opinião (de 1964).

Juliana Ribeiro

Juliana Ribeiro é uma artista expoente do cenário nacional. Cantora, compositora, historiadora, mestre em cultura e sociedade, ela canta as matrizes do samba através da própria arte. Elogiada pela crítica especializada , traz em seu repertório três séculos de canção (XIX à XXI)  envolvendo a plateia em ritmos como Lundu, Côco, Jongo, Maxixe, Sembas Angolanos, Batuque e claro o ancestral Samba-de-Roda que contagia o público numa grande roda de umbigada, ao final de cada apresentação. Neste último mês de junho, a artistas foi convidada para representar a Bahia e o Brasil e, Portugal.
A carreira solo, iniciada em 2007, é marcada por apresentações em grandes palcos: Teatro Castro Alves, Concha Acústica, Teatro SESC , SESI, Gamboa Nova, Livraria Cultura – Eva Herz, Teatro IRDEB, Parque da Cidade, Largos e Praças do Pelourinho, Música no Porto,Bloco Afro Ilê Aiyê, trios elétricos Amor e Paixão, Soweto e Parada Gay de Salvador. Já dividiu palco com grandes nomes da MPB como Riachão, Nelson Rufino, Paula Lima, Sandra de Sá, Edil Pacheco, Roberto Mendes, Tereza Cristina, Leci Brandão, Jota Veloso, Dudú Nobre, entre outros.
Juliana Ribeiro fez nove noites de shows em Lisboa, integrando a programação do Prêmio Catavento de Prata e do III Festival Gastronômico da Semana Brasileira de Cultura e Gastronomia Baiana. Dona de uma aplaudida performance de palco e admirada pela sua bela voz, Juliana também surpreende quando faz da música um veículo de divulgação da sua pesquisa como historiadora e mestre em Cultura e Sociedade, que desnuda as origens do samba. Por ela, a origem do samba é narrada através da própria música.